A
JUVENTUDE E O
SEGREDO DO ÊXITO
INTRODUÇÃO:
1. Como é definida a etapa da juventude.
a)
Alguns definem a juventude como a maravilhosa ponte
estendida entre o mundo inocente e límpido da infância e o mundo da idade
madura.
b)
Outros como o elo da esperança e o período do
descobrimento da vida.
c)
Os mais pessimistas a vêm como a hora mais cruéis e
violentas dores.
d)
Também há os que reconhecem as lutas dessa fase da
vida, mas enfatizam o encanto que se desfruta e que se esbanja nesses anos nos
quais se pode viver com mais intensidade o romantismo.
e)
José Ingenieros
expressou-se assim: "A juventude é medida pelo inquieto afã de renovar-se,
pelo desejo de empreender obras dignas, pela incessante floração de sonhos
capazes de embelezar a vida. Jovem é o que sente dentro de si o desabrochar de
seu próprio destino."
2. É uma fase da vida na qual decidimos o rumo que
seguiremos.
a)
Dos lucros dessa fase dependerá o mérito de uma
existência.
b)
Ao mesmo tempo é a época do esforço para afirmar-se e
ser alguém.
c)
Nessa luta desabrocha freqüentemente a instabilidade.
Um caso
ilustrativo é o daquele jovem que escreveu à sua noiva a seguinte carta:
"Minha adorada: Para
ver a luz de teus olhos, escalaria as montanhas mais escabrosas e cheias de
precipícios. Cruzaria nadando uma torrente mais impetuosa e larga que o Esponto
para estar a teu lado. Para sentar a teus pés, desafiaria as violentas tempestades
e chuvas torrenciais. Teu para sempre." E assinava. Debaixo podia-se ler:
P.S. Amanhã irei ver-te, se não chover."
3. Certo grau de instabilidade na juventude é
natural. O alarmante é a desorientação num grande setor dos jovens, que não têm
escrúpulos em confessar a confusão em que vivem.
a)
A
leitura de alguns livros escritos por estes jovens que têm como núcleo diversos
movimentos, é francamente desanimadora.
b)
Por exemplo, vejamos parágrafos do livro En el Camino, de Jack Kerowac: "Respirávamos névoa no ar frio noturno.
Finalmente decidi ocultar-me com ela uma noite mais. Ao diabo o dia de
amanhã" (p. 96).
"Rickey
tinha uma garrafa. Hoje beberemos e amanhã trabalharemos! Vamos lá, homem. Tome
um gole." (P. 98).
"O
sol começou a ficar vermelho. Não havíamos feito nada de fundamento. Havia na
realidade algo que fazer? Rickey disse: 'Amanhã, amanhã, homem, faremos. Toma
outra cerveja, homem. Ali vamos, ali vamos'. Saímos dali cambaleando e fomos a
um bar da estrada" (p. 99).
"Gosto
muito das coisas e confundo-me e desconcerto-me correndo atrás de uma estrela
fugaz após outra até cair. Vivo na noite e não posso remediá-lo. Nada posso
oferecer, a não ser minha própria confusão" (pp. 134, 135)
"–
Sal, temos que nos mover e não parar até chegar.
"–
Para onde vamos, homem?
"–
Não sei, mas temos que nos mover" (p. 249).
c)
Isso é o que tem e o que pode oferecer um setor da
juventude que integra diversas linhas dentro da corrente geral "da nova
onda".
4. Cada um tirará as conclusões que achar razoáveis
sabre as possibilidades que teria nossa sociedade de sair garbosa no difícil
futuro que se vislumbra com estes jovens no poder das diferentes nações do
planeta.
5. Porém, demos graças a Deus que esse panorama não
é de toda a juventude. Há os que têm toda a segurança que se espera deles.
I. A HISTÓRIA
ESTÁ COM OS
JOVENS
1. Ao lançar uma olhada retrospectiva à História, vemos que as maiores
realizações da humanidade estiveram encadeadas com a juventude.
a) Dante compôs seu primeiro
soneto antes ser jovem, aos 9 anos.
b)
Tasso compôs seus primeiros versos aos 10 anos.
c)
Caldeirão
da Barca, aos 13, começou a escrever para o público.
d)
Vítor
Hugo foi premiado nos jogos florais de Tolosa aos 16 anos.
e)
Rafael começou a pintar aos 7 anos.
f)
Blas Pascal que morreu antes de completar os 40 anos,
foi um dos grandes homens do século XVII.
g)
Alexandre iniciou suas formidáveis conquistas militares
aos 21 anos de idade.
h)
Edson, antes dos 30 anos, já havia fundado seu terceiro
laboratório.
i)
Sarmento, em torno dos 30 anos, já havia fundado seu
jornal El Zonda, havia fundado escolas e escrito seu livro Facundo.
j)
Gandhi aos 26 anos iniciou seu movimento de resistência
passiva.
k)
Churchill,
aos 26 anos, iniciou sua carreira parlamentar.
l)
Kennedy
havia entrado no congresso aos 30 anos.
m) San
Martin aos 35 anos já havia ganho sua batalha de São Lourenço.
n)
E
a lista poderia seguir com uma tremenda abundância de nomes, porque quase todos
os grandes homens em todos os campos de atividades humanas já sobressaíam antes
dos 30 anos.
o)
Até o personagem máximo dos que se pudessem nomear,
nosso Senhor Jesus Cristo, foi jovem: começou a pregar aos 30 anos de idade e
foi crucificado aos 33.
2. Frente a este acúmulo de fatos podemos
compreender que um jovem com aspirações tem grandes possibilidades. O que
necessita é descobrir o caminho que conduz ao êxito e segui-lo.
3. Alguns, às vezes, são pessimistas como aqueles
que se queixavam diante de um famoso jurista.
–
Não há lugar para a juventude em nosso tempo. Todos os
altos cargos estão ocupados.
–
Jovens – respondeu energicamente – Sempre há lugar no
cume!
Analisemos agora alguns princípios fundamentais que
permitirão a um jovem abrir caminho e triunfar na vida
II. PRINCÍPIOS TRIUNFADORES
1. Comecemos com a necessidade de auto-realização.
a)
Um dos pontos negativas de nossa época é a falta de
sinceridade.
b)
Nossos contemporâneos gastam muito tempo procurando
aparecer em vez de realizar-se e ser alguém. Em certa medida parecemo-nos como
aquele pequeno galpão municipal onde um deputado leu a seguinte inscrição:
"4.156,
Serviço Geral da Administração Nacional; Terceira Região; Serviço Municipal de
Edifícios Públicos; Divisão Administração de Edifícios; Quarto de Implementos;
Depósito de Vassouras."
c)
Em muitos aspectos o homem moderno sente-se como
enfeitiçado diante dos que têm a habilidade de representar o que não são. Tal é
o caso, por exemplo, dos atores.
(1)
Recordo da oportunidade quando o faleci do doutor
Alexandre Fleming
visitou nosso país. Um pequeno grupo de pessoas – muito selecionadas certamente
– esperou sua chegada e os meios de difusão publicaram discretamente a notícia.
Nesses mesmos dias chegou uma famosa atriz cinematográfica. Praticamente toda a
cidade foi ao aeroporto. Os diários e revistas dedicaram páginas inteiras com
grandes fotografias; os noticiários competiam freneticamente para apresentar as
notícias mais chamativas a respeito da mundialmente famosa artista.
(2)
Ao
fazer um balanço uma pessoa pode cair na tentação de tirar conclusões mais ou
menos como estas: nossos cidadãos vibraram ante a presença de alguém cujo maior
mérito é o de representar o que outro escreve; parecer com o personagem
imaginado por um bom argumentista. E lhes foi quase indiferente a presença
daquele que foi um verdadeiro benfeitor que salvou milhares de vidas em todas
as partes do mundo por meio de seu descobrimento, a penicilina.
(3)
Em outras palavras, têm mais interesse nos que se
aparecem do que nos que são algo.
(4)
Não é estranho, então, o fato de que são poucos os que
triunfam.
d)
O grande libertador disse: "Serás o que deves ser,
ou se não, não serás nada."
(1) Um
de meus professores de história, o Professor Guilherme Krieghoff, costumava
dizer que a frase original do general San Martin reza da seguinte maneira:
"Serás o que deves ser, ou se não, não és nada."
(2) Eu
não poderia ser juiz para determinar qual das duas versões é a autêntica, mas
considero mais significativa esta última que traça o problema no presente: Já,
neste momento, não és nada.
(3) Por
não ser o que deve está anulando a você mesmo.
(4) Jovem,
se quiser vencer na vida seja leal com você mesmo, não se conforme em ter uma
aparência. Esforce-se e seja alguém; realize-se.
e)
Da mesma forma como não há duas pessoas que tenham as
impressões digitais exatamente iguais, muito menos há duas pessoas que tenham
100% a mesma personalidade.
(1) Só
essa razão já seria suficiente para lutar depois do que acabamos de dizer.
f)
Recordemos da noz. O que vale não é a casca mas o fruto
que se esconde no interior.
(1)
É bom que reflitamos bom aspecto, sempre que se
harmonize com boas realizações interiores. Do contrário estaríamos caminhando
para o fracasso.
(2)
Abraão
Lincoln foi muito explícito a respeito. Disse: "É possível enganar a todos
durante um tempo, a alguns todo o tempo, mas não é possível enganar a todos a
todo o tempo."
2. Vocação
Para que possamos cumprir
com este objetivo faz-se imprescindível determinar a vocação a seguir na vida.
a)
Alguém disse que "o que leva ao êxito não é a
distância percorrida, mas o rumo tomado".
b)
A escolha da atividade na qual se inverterá a
existência marca o rumo a seguir.
c)
De nada valeria se corrêssemos freneticamente sem saber
para onde nos propusemos chegar, não é verdade?
d)
Certo dia Miguel Ângelo passou por um mercado de
mármore e viu um pedaço velho, que nenhum outro escultor havia querido
adquirir; parecia deformado e pouco prometedor, mas o artista olhou-o
detidamente e com interesse. Um de seus amigos achou isto estranho e
perguntou-lhe por que se interessava em algo inútil, e Miguel Ângelo respondeu:
- Nesse
pedaço de mármore vejo um anjo; vou despertá-lo.
Com genial
maestria transformou aquela pedra aparentemente sem valor em uma das cabeças
mais bonitas que havia esculpido. É conhecida como a forma de um rosto de anjo
e está no palácio dos Médici de Florença.
(1) Dentro
de todo jovem dormem grandes possibilidades.
(2) O importante é despertar a
vocação e segui-la com lealdade.
e)
Um menino maltrapilho oferecia jornal num trem.
- Alô,
menino! Vende-me um jornal - disse um dos passageiros.
- E daí, que vai ser
quando crescer?
Os olhos
da criança brilharam de ansiedade, mas com segurança e arrogância respondeu:
- Senhor,
eu serei um inventor.
Um sorriso
indulgente desenhou-se no rosto do homem ao observar a mísera figura do menino.
Mas o que o cavalheiro não sabia é que o jornal que acabava de comprar havia
sido redigido e impresso por esse menino, que tinha uma pequena imprensa no
vagão posterior do trem. Passaram os anos e aquele menino patenteou 1.300
inventos utilíssimos.
Chamava-se
Tomás Alva Edson.
(1) Em
seu coração ardia a chama de uma vocação. Havia orientado seus interesses em
uma direção bem definida, e não estranho que haja chegado.
(2) Admitimos
que com isto só não é suficiente, que devem dar-se outros passos para chegar ao
êxito. Um deles é o da dedicação conscienciosa na procura desse ideal.
f)
Conta a condessa de Pardo e Bazar que o conde sonhava.
Via a si mesmo passeando em um bosque frondoso. De súbito ouviu o estampido de
um disparo; um instante depois uma pomba ferida caía a seus pés. Levantou a
infeliz avezinha, e enquanto a contemplava com infinita compaixão, apareceu o
caçador que lhe disse:
–
Conde, dá-me essa pomba; derrubei-a e pela lei do
bosque ela me corresponde.
–
Dá-me caçador; permite-me que lhe salve a vida.
–
A pomba é minha - insistiu o caçador - não a darei.
–
Caçador, dá-me a pomba e em troca pede-me o que
quiseres.
–
Bem – disse o caçador – dar-te-ei se me deres um pedaço
de tua carne que pese tanto como a pomba.
–
Concedido, caçador.
O
caçador, com habilidade própria do homem do bosque, improvisou uma balança e
com sua faca afiada de caça aproximou-se do conde e este lhe disse:
– Corta,
não temas.
O caçador cortou, mas a
balança indicou que a pomba pesava mais.
– Corta
mais, caçador - disse o conde.
E o
caçador cortou, mas a pomba pesava mais.
– Volta
a cortar, caçador. Não vaciles.
Fez
aquilo que se lhe indicava, mas a pomba pesava mais. Finalmente o conde
compreendeu.
–
Caçador – disse-lhe – coloca-me e todo o meu corpo,
todo meu ser, na balança.
E quando tal coisa
sucedeu, o conde pesava mais.
(1)
Não podemos nos entregar a um ideal pela metade e
esperar que nos coroe o êxito.
(2)
Devemos colocar nosso coração, nosso esforço e
entusiasmo para chegar à meta proposta.
3. Preparação.
a)
Uma vez definido o problema da vocação frente à vida,
teremos que nos aproximar à preparação.
(1)
O jovem que anseia triunfar não pode deixar tudo livre
ao acaso.
(2)
Os que confiam na boa sorte podem, em casos isolados,
obter certos triunfos, mas isso não é alcançar o êxito.
(3)
E mesmo no melhor dos casos, o mérito não seria dele,
mas da casualidade.
a)
A vida presente, com seu crescente tecnicismo, exige
homens e mulheres preparados.
(1)
O nível de conhecimento intelectual de nossos contemporâneos supera em
muito o de nossos antepassados.
(2)
Um século e meio atrás era muito razoável a frase de
Sarmento: "As coisas devem ser feitas. Bem ou mal, mas há que
fazê-las."
(3)
Nossos dias exigem jovens devidamente capacitados para
fazê-las bem.
(4)
Jovens esforçados que tenham escalado os degraus do
saber na área de atividades para a qual se dedicarão.
b)
Durante os primeiros anos de vida, a diferença entre a
criança aplicada e a negligente se deixa ver, mas não tão nitidamente como
quando se chega aos anos de maior produtividade.
(1) É
ali quando a diferença chega a ser apreciada em toda sua dimensão.
(2) Os
anos transcorreram igualmente para Adolfo e Gustavo, aqueles meninos que
partilhavam o banco da escola primária e os jogos infantis. Mas – aos 40 anos
de idade – vemos Adolfo consertando sapatos (tarefa que de nenhuma maneira
desonra a quem a realiza) e Gustavo à frente de uma importante fábrica de
automóveis.
(3) Qual
é a razão?
Diferente quociente
intelectual? Mesmo admitindo que pudesse ser isso, torna-se difícil passar por
alto o fato de que o primeiro recusou seguir estudando quando terminou o
primário, enquanto que o segundo formou-se na Faculdade de Engenharia.
c)
O jovem que triunfa na vida se prepara, embora isto lhe
signifique realizar grandes esforços.
(1) Sei
de muitos que, devido a situação econômica, trabalham durante o dia e assistem
às aulas noturnas.
(2) Um
jovem, atualmente bioquímico, colava cartazes para cobrir seus gastos enquanto
estudava.
(3) Uma
senhorita que lavava louça em várias casas para puder estudar seu curso de
Filosofia.
(4) Para
eles a vocação era suficientemente forte e a meta razoavelmente apetecível para
realizar qualquer tarefa lícita que lhes permitisse chegar ao que seria sua
profissão de toda a vida.
d)
A falta de recursos não deveria ser razão de desânimo.
Muitos jovens pobres chegaram a triunfar.
(1) Rousseau
foi filho de um cervejeiro.
(2) Epicuro
e Tamerlão foram pastores.
(3) Franklin trabalhou de
tipógrafo de imprensa.
(4) Demóstenes
foi filho de um ferreiro.
(5) Terêncio
nasceu escravo.
(6) O
rei Davi foi um pastorzinho de ovelhas.
(7) Lucano
foi filho de um oleiro.
(8) Colombo
foi filho de um operário.
(9) Milton
não era mais que um pobre escriturário.
(10) Cervantes
era um simples soldado.
(11) Lincoln
foi filho de um pobre lenhador.
(12) De
certa forma, Mahatma Gandhi foi um dos dirigentes de mais êxito do século XX.
Por ocasião de sua morte, suas posses consistiam em duas xícaras de arroz, uma
colher, dois pares de sandálias, uma cópia do Bhagavad Cita, seus óculos e um
velho relógio de bolso.
4. Um bom caráter.
a)
Alguns jovens com capacidade intelectual destacável
ficaram para trás por falhar nisto.
b)
Em primeiro lugar um jovem deve ser sincero consigo
mesmo para poder descobrir e corrigir seus erros.
(1) Não
é fácil.
(2) A mente humana tem diversos
mecanismos por meio dos quais procura escapar da realidade quando esta é
desfavorável ao eu.
(3) Mas
teremos que lutar contra essa tendência e – por tais difícil que seja –
contemplarmos como somos na realidade, e como os demais nos vêem.
c)
Outro ingrediente valioso do caráter encontramos no
espírito de cooperação.
(1) A
Universidade de Chicago realizou um estudo sobre 1.000 formandos durante o ano.
Descobriu-se que 87% dos que fracassaram, sofreram esse revés por não saber se
sair bem com os demais. Somente 13% fracassaram por falta de capacidade. Este
dado é de muita utilidade para os que desejam abrir caminho na vida.
(2) Uma
inspetora visitou uma escola pela primeira vez para ver o desenvolvimento dos
professores e dos alunos. Ao entrar no vestíbulo do edifício lhe chamou a
atenção um quadro pregado no quadro de anúncios. Um menino estava parado ao
lado, radiante de infantil orgulho.
- Que lindo quadro!
Exclamou a inspetora.
- Fizeram-no as meninas
e os meninos de seu curso?
- Sim - respondeu o
rapazinho.
- E você, que fez?
- Eu lavei os pincéis,
senhorita.
Embora fosse
uma tarefa humilde, era imprescindível e o menino – que havia aprendido o que
era espírito de cooperação – se sentia feliz de havê-la realizado.
d) Ademais, teremos que
cultivar a cortesia.
(1) Com
freqüência vemos as crianças brincando de ser pessoas importantes. Franzem a
testa, dão ordens enérgicas e até desconsideradas.
(2) Também é fácil encontrar alguns subalternos ou
chefes de pequenas seções que, crendo que os que ocupam postos semelhantes
devem ser "importantes", atuam como essas criaturas.
(3) Mas quando um deles chega até seus superiores
– aqueles que realmente valem – vê homens e mulheres corteses, cheios de sábia
consideração.
(4) É verdade que alguns que ocupam altas
responsabilidades carecem de amabilidade, mas o jovem que deseja triunfar, deve
lembrar-se de que para fazê-lo necessitará dos que o rodeiam; que não poderia
ter êxito sendo um solitário lutador; e que a cortesia convida à colaboração.
e)
Conta-se que certo dia o rei Luís XV saía de Versailles
com seu preceptor. Um engraxador de sapatos que estava à porta, tirou o chapéu
ao passar Sua Majestade sem que este lhe respondesse o cumprimento. Mas o
preceptor o fez.
– Como – perguntou-lhe estranhando o rei, é que cumprimentastes a um
perdulário?
– Senhor – respondeu o preceptor – prefiro cumprimentar um perdulário
a que digam que o perdulário tem mais educação que eu.
5. Falta algo mais.
a)
Se um jovem já conseguiu estas conquistas, vai por um
bom carinho, mas isso não é tudo.
Uma vez
aconteceu o caso de um estudante que reunia quase todas estas condições, mas
que aos olhos do professar com o qual conversava, não estava completo. Trocaram
idéias durante vários minutos sem poder entrar em acordo. Finalmente o
professor Romero fez ao
jovem várias perguntas:
– Quais são os
planos que você tem para quando terminar seu curso secundário, Carlos?
– Penso
ingressar na Faculdade de Medicina - respondeu o jovem.
– E depois?
– Depois? Bom,
suponho que me formarei em Medicina.
– E depois? –
voltou a perguntar o professor Romero.
– Sem dúvida
que instalarei meu consultório e procurarei garantir minha posição econômica.
– E depois?
– Depois
procurarei uma noiva e me casarei com ela - voltou a responder Carlos.
– E depois?
– E...
provavelmente virão os filhos - respondeu cada vez mais inquieto o aluno.
– E depois?
– Provavelmente
terei netos, nau sei.
– E depois?
– Bom,
professor... estarei cada vez mais velhinho...
– E depois?
– Depois, creio
que vou morrer...
– O professor
fez uma pausa e voltou a interrogar:
– E depois?
Confuso, procurando
encontrar uma resposta que não tinha, pois não havia parado para pensar dessa
maneira, sentindo sobre seu coração toda a pequenez e vaidade desta vida breve,
Carlos disse:
– Depois! ...
a)
O jovem que triunfa adquire uma formação tal que
desenvolve todas as esferas de seu ser: corpo, intelecto, espírito... E nestes
casos não pode faltar Deus; prepara-se conscientemente para enfrentar as
grandes realidades da vida agora e depois.
b)
Apegado
no braço do Todo-Poderoso recebe forças para lutar perseverantemente e alcançar
objetivo após objetivo, êxito após êxito até chegar ao triunfo final. Tendo
Deus presente em seus planos para esta existência seu caráter se robustecerá de
tal modo que serão os homens e as mulheres diferentes que buscam com desespero
as grandes empresas de todas as latitudes.
6. Laboriosidade.
a) Alguns jovens que sonham que
um dia terão êxito, comportam-se como aquele homem que depois de ser revisado
pelo médico manteve o seguinte diálogo: Para ser-lhe franco disse o facultativo
– tudo o que você tem é fraqueza.
– Está
bem, doutor – respondeu – mas qual é o nome científico para poder dizer a minha
esposa?
b)
Amigo, basta de desculpas. Se quiser abrir o caminho na
vida sacuda a preguiça e dedique-se com amor ao trabalho árduo.
(1) Conforme
disse Edson, o êxito de sua vida deve-se a 3% de inspiração e 97% de
transpiração.
(2) Para
outros gigantes do pensamento a fórmula foi mais ou menos a mesma.
c)
Hoje, os gênios apressados caminham como se a fórmula
fosse aproximadamente a seguinte: mediadores, influências, o parente próximo,
padrinho, etc. Tudo isso, igual a um cargo.
d)
Com a verdadeira fórmula:
(1) Edson
patenteou 1.300 inventos e foi um benfeitor;
(2) João
da Áustria, aos 25 anos venceu em Lepanto.
(3) Pascal
cumpriu sua obra mais alta sendo ainda um jovenzinho e quando morreu aos 37
anos, já se havia consagrado um gênio.
(4) J.
S. Bach
(5) F.
Nightingale, e
praticamente todos os que fizeram algo que mereça ser mencionado, aplicaram a
fórmula do esforço.
7. Perseverança.
a)
O gênio vacila, ensaia, cansa; a tenacidade triunfa.
b)
Na vida de Abraão Lincoln encontramos os seguintes
dados: Perdeu seu trabalho em 1832; no mesmo ano foi derrotado para a
legislatura de Illinois;
fracassou nos negócios em 1833; um ano mais tarde foi eleito à legislatura do
Estado; em 1835 morreu sua noiva e no ano seguinte sofreu uma crise nervosa; em
1838 foi derrotado para a presidência da legislatura de Illinois; em 1843 foi derrotado em uma
candidatura ao congresso, mas aos três anos apresentou-se novamente e foi
eleito; em 1848 perdeu a reeleição; foi derrotado para o senado em 1854; foi
derrotado em sua candidatura a vice-presidente no ano 1856; aos dois anos se
apresentou como candidato a senador e foi derrotado outra vez.
Depois de
todas estes. reveses, que teria feito você? Provavelmente não seja fácil
responder, mas eu vou lhe dizer o que fez Lincoln: Em 1860 apresentou-se como
candidato a presidente dos Estados Unidos e foi eleito. Reeleito para o
seguinte período, morreu como um dos grandes homens de sua pátria e que
alcançou renome mundial.
c)
Conrad Dube, de Quebec, Canadá, foi atacado pela
poliomielite com 2 anos de idade. Aprendeu a caminhar aos 10 e começou a falar
aos 16. Qualquer um em sua situação teria considerado sepultadas
irremissivelmente suas possibilidades físicas e mesmo intelectuais. Quando li a
notícia ele tinha 29 anos e acabava de chegar de bicicleta a Copenhague, depois
de percorrer 15.300 quilômetros através dos Estados Unidos e Europa. Havia
começada já a volta ao mundo de bicicleta.
d)
Tamerlão
ocultou-se, depois de um combate desastroso, em um edifício em ruínas.
Pensativo e desanimado pôs-se a observar uma formiga que, carregada com um grão
de cevada, tentava vencer um obstáculo. Contou até 20 tentativas inúteis e
disse:
- Esta
formiga é tonta, porque se empenha em realizar o impossível.
Mas a
formiga continuou com seus esforços e quando o grande conquistador mongol
contava a tentativa número 70, a formiga superou o obstáculo com sua carga à
força. Então Tamerlão sentia que o inseto lhe havia dado uma bofetada que feriu
seu amor próprio. Levantou-se como impulsionado por uma mola e exclamou:
- Somos
uns covardes. Quem tenha retrocedido, que avance. Tamerlão não se desencoraje:
Avante! - E venceu.
e)
Numa calorosa tarde, novembro, enquanto viajava rumo ao
estabelecimento educativo onde cursei os estudos secundários, em meio dos
apertões e cotoveladas do coletivo, com a transpiração que me corria pelo
rosto, li o que o motorista havia colocado escrito acima de uma das janelinhas
de seu veículo:
"Fracassar
não é terminar, é começar a lutar." Em meio da incomodidade da viagem, e
embora nesse momento não tenha entendido, sem dúvida, tudo o que essas palavras
queriam significar, senti-me feliz de pensar que tinha um motorista que havia
adotado uma filosofia tão sadia.
Embora não
tenha conhecido essas palavras e nem mesmo ao condutor que as fez pintar, certo
jovem que prestou serviço na Reserva Naval dos Estados Unidos as viveu. Talvez
terá pensado que breve chegaria a ser mais que um simples tenente. Mas como
ocorreu a tantos outros, não muito tempo depois, recebeu uma carta de 10
caricaturas assinadas pelo almirante-chefe de Operações Navais que lhe informou
que não era possível promovê-lo de posto. Procurando não desanimá-lo, em uma de
suas partes lhe dizia que muitos dos que não conseguiram progredir na Marinha
têm chegado, não obstante, "a conquistar na vida civil posições diretivas
dentro dos círculos nos quais lhes toca atuar". Esse jovem, que fracassou
como oficial da marinha, sabia que o êxito e a perseverança no trabalho árduo
marcham juntas; que '"fracassar não é terminar; é começar a lutar".
Valeu a
pena? O leitor saberá julgar. O único que farei é completar a1guns dados
biográficos: em 20 de janeiro de 1961 esse homem jovem sentava-se na cadeira
presidencial dos Estados Unidos. Chamava-se John Fitzgerald Kennedy.
f)
Helen
Keller com sua história de lutas desvantajosas é uma constante
reprovação para todos aqueles que somos capazes de abandonar uma empresa nobre
pelo único motivo de que é difícil chegar à meta. Ao chegar aos 19 meses de
vida ficou cega e surda, e pouco depois perdeu o dom da fala. Essa série de
calamidades não foi obstáculo para que se convertesse em uma das mulheres mais
dinâmicas e famosas de nosso século. Desde o poço de sua cegueira, mudez e
surdez nos fez chegar o encanto de suas mensagens otimistas através de mais de
uma dezena de obras famosas. Ela cria na luta e na perseverança, por isso
chegou, apesar de tudo, ao cume
CONCLUSÃO:
1.
Nesta luta tenaz, persistente, o jovem que triunfa
utilizará armas legítimas.
a)
Não cairá na ilusão da vida fácil ou na idéia de subir
rapidamente deixando de lado alguns princípios éticos.
b)
O jovem de êxito quererá desfrutar logo as vitórias
obtidas e para isso necessitará ter sua consciência em paz.
2.
Além disso, as diretorias das grandes empresas buscam
desesperadamente gente capaz nos quais possam confiar para pô-las a cargo de
pesadas responsabilidades, jovens com as características enunciadas por E. G.
White quando disse:
"A
maior necessidade do mundo é a de homens – homens que se não comprem nem se
vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que
não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja
tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo
que é reto, ainda que caiam os céus."
3.
Jovem: seja você um deles e encontrará as portas
abertas em qualquer parte e verá que seus êxitos não serão transitórios. Será
um triunfador para felicidade sua, para alegria de seu lar, para honra de sua
pátria e para glória de Deus.